#022 – 22.01.2012# O Apeadeiro

Decidi fazer uma caminhada matinal ao longo da marginal em Moledo, ver e fotografar o mar.
Acabei por mudar de ideias.
À passagem, vi o apeadeiro de Moledo do Minho. Foi amor à primeira vista, estava escolhido o modelo do dia.
Encontrava-se deserto, enquanto por ali andei não passou nenhum comboio, nenhum passageiro… No meio do silencio, dou comigo a trautear a musica country “the gambler” (o jogador).
Penso nas ultimas palavras do jogador e aplico-as ao comboio da vida.
A composição em que seguimos sairá vencedora ou derrotada, depende como encaramos a viagem.
Efetuamos paragens em estações e apeadeiros, uns entram, outros saem.
O segredo reside em saber o que fica e o que vai, saber quando virar costas, saber quando apostar.
Trocamos olhares e sorrisos, trocamos saudações e palavras. Criamos laços, atamos nós.
Com o tempo os laços desapertam. Nem sempre reapertar é a solução, chega uma hora em que temos de puxar o fio, mudar de carruagem e desejar continuação de boa viagem. Cruzar-nos-emos novamente, relaçaremos noutra paragem.
Ao som do apito, lentamente, ganhamos velocidade, acenamos a quem fica projetando o olhar para a frente.
Há muito chão para percorrer antes da noite chegar.

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